 |
| |
 |
IMAGENS E FACTOS |
O CAÍQUE ALGARVIO
Embarcação típica do sotavento algarvio (entre a Faro e V.R. Sto.António) de extraordinárias qualidades náuticas.
Existe quem defenda que o caíque é herdeiro das caravelas dos descobrimentos. Os dois mastros divergentes e as duas grandes velas latinas são uma das suas características. Possui convés corrido com uma gaiuta a ré e uma ou duas escotilhas de acesso aos interiores. Media de 15 a 20 metros de comprimento e tinha uma numerosa tripulação que podia ir até 30 homens. Há notícia de terem navegado até ao Brasil e sul de Angola.
Como curiosidade refira-se que, quando a tripulação estava em terra, eram guardados por dois cães-de-água
in: http://feriaslagos.blogs.sapo.pt [5.7.2009]
|
 |
 |
|
AS PRIMEIRAS NAVEGAÇÕES
Desde
o início da criação do estado português os governantes e suas populações
demonstravam grandes interesses por tudo relacionado com o mar, e as primeiras
navegações sistemáticas no atlântico que historicamente conhecidas foram
as empreendidas pelos Tartessos no século XIV.

|
As
barcas e barineis eram pequenas embarcações de baixo calado utilizadas
nas navegações do mediterrâneo e nas costas atlânticas através do método
de cabotagem ou singradura que era realizadas por rumo e estima, aonde
dependia largamente do conhecimento empírico que o piloto do navio tinha
em relação a rota a ser seguida. Aonde
dependia largamente do conhecimento empírico que o piloto do navio tinha
em relação a rota a ser seguida, era um método pré-astronomico que
não exigia a leitura da posição dos astros no firmamento para determinar
a posição da embarcação, a tecnologia até então existente se mostrava
perfeitamente adequada a navegação que era dominada tecnicamente pelos
navegadores lusitanos, porém com as primeiras navegações atlânticas
e que foram demonstrada as suas limitações pela falta de rigor, e por
esta razão a partir do ano de 1455 os navegadores passaram utilizar
o método de navegação astronômica, inicialmente quando os pilotos observavam
os astros, avaliando a sua distancia em relação ao paralelo de referencia
e logo a seguir passaram a ler os astros para determinar a latitude
onde se encontravam, e a partir do século XV os pilotos já conseguiam
ler a latitude com relativa exatidão mas a longitude eles só passaram
a conhecer a sua posição durante o século XVIII, porém a grande novidade
tecnológica introduzida na navegação atlântica foi a caravela.

|
No
inicio do século XV os astrônomos lusitanos foram os primeiros a usar
a matemática e a aplicação da trigonometria para calculo de suas rotas,
melhoraram os mapas desproporcionais e aperfeiçoaram os instrumentos
de navegação, como o astrolábio que eram usados pelos árabes para previsão
do futuro. E que os portuguesa o transformaram em instrumento portátil
capaz de mostrar a posição da embarcação em relação ao sol, aferiram
as precárias bússolas do século XV a qual o mecanismo era atraído pelo
movimentação das cargas de metais nos portos ou mesmo pelo simples deslocamento
dos canhões dentro do navio, e tornou mais confiável e possível usar
tabelas e fazer cálculos matemáticos para orientação de suas rotas;
A unidade de velocidade marítima usada ainda hoje, O Nó foi inventado
pelos portugueses com base em um método engenhoso, os nós originais
eram dados numa corda a distancias equivalentes ao cumprimentos do casco
de um navio e em alto mar, amarrava-se a corda a um barquinho sem vela
que era lançado ao mar e um marinheiro ficava na amurada com uma ampulheta
na mão e como o barquinho não tinha vela ele ficava parado, enquanto
o navio se afastava e a corda ia se desenrolando e pelo número de nó
era possível saber a distancia percorrida com relação ao barquinho e
a ampulheta informava o tempo gasto no percurso, a principio a medida
era um tanto arbitraria, porém funcionava bem.

|
Os
portugueses também construíram embarcações mais avançadas para
época, que eram preparadas para empreender longas viagens oceânicas
e para isto eles reuniram varias tecnologia existente no mediterrâneo
e aplicaram em barcos inovadores, assim como a vela redonda que
só permitiam viagens com ventos de popa e a vela latina para andarem
com vento lateral.
Desta
maneira podiam navegar independentemente qual fosse a direção do vento,
as velas tiveram o seu tamanho dobrados e aboliram o remo, comuns na navegação
da época, os cascos eram reforçados e montados segundo indicações precisas
e para sua construção eram utilizado madeiras as vezes de até oito tipo
de arvores diferentes, uma para cada parte da estrutura, estas arvores
só eram cortadas em uma determinada hora do dia e em alguns casos os troncos
eram enterrados na areia durante um período de cerca de um ano para adquirirem
uma textura ressecada, desta maneira eram capazes de resistir a umidade
e a corrosão pelo sal marinho, os barcos eram fabricados para funções
especificas, as explorações eram realizadas em caravelas que eram pequenas,
ágeis e mais fáceis de manobrar. |
E
na iminência do lucrativo comercio com as Índias criaram as naus que eram
um barco imenso com capacidade para quinhentas toneladas, os galeões possuíam
compartimentos para canhões e pouco casco acima da linha da água, foram
os primeiros navios construídos para guerra em alto mar e o formato do
casco eram parecidos com os antigos navios a remo, as galés só que em
tamanho maior. O florescimento
da ciência marítima em Portugal durou um século e meio e compreendeu os
reinados de Dom João I e Dom João II, com isto Lisboa se tornou um efervescente
centro de sábios, aventureiros e mercadores.*
*Texto
retirado da Internet
VOLTAR
|