MEMÓRIA
REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES
 

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IMAGENS E FACTOS
carta a el-rei d. manuel

Pedro Vaz de Caminha , escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral, redigiu uma carta para o rei D. Manuel I para lhe comunicar o descobrimento das novas terras, hoje o Brasil. Datada de Porto Seguro, no dia 1 de Maio de 1500, foi levada a Lisboa por Gaspar de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota.

A carta conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta em 1773 por José de Seabra da Silva.

Apresentamos um extrato dessa carta, falando dos primeiros contactos com os Índios daquela zona:

(...) Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não e queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo. (...)

 

 

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NOTA IMPORTANTE

Este sítio pertence ao Reino Unido de Portugal e Algarves, uma micronação lusófona. O Reino Unido não tem quaisquer pretensões territoriais, políticas ou de qualquer outra índole sob quaisquer territórios reais, sendo parte de uma simulação política.

 

aAS GRANDES NAVEGAÇÕES

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No século XV já estava definitivamente formado o reino de Portugal graças as vitórias conquistadas nas guerras contra os Mouros e os Castelhanos e pela sábia administração dos seus primeiros reis. Naquele tempo todas as mercadorias que iam do oriente para a Europa estavam sujeitas a passar através de terras ocupadas por árabes e turcos que causavam grandes dificuldades, devido aos fatos o infante de Portugal Dom Henrique O Navegador se empenhou em obter diretamente as mercadorias da Índia, se estabelecendo em Sagres na extremidade de um cabo a sudoeste de Portugal aonde armou as frotas, que tinham de desvendar o mundo. Em 1416 sulcavam o oceano as primeiras caravelas rumo ao desconhecido, mas com um largo destino diante de si, em 1419 passaram de 60 léguas além do Cabo Não, o ponto mais longínquo que então se tinham navegado da Europa para a África, quando descobriram as Ilhas da Madeira e a Ilha dos Açores.

 

 

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Gil Eanes

E no ano de 1433 Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. E em 1441 Nuno Tristão foi até o Cabo Branco e em 1444 Luiz de Cadamosto foi até a Guiné e no ano de 1445 atingiu o Cabo Verde, nos anos de 1455 e 1457 as Ilhas de Cabo Verde foram exploradas por Luiz de Cadasmosto. Quando da morte de Dom Henrique em 1460 ele deixou um digno sucessor de seu gênio e sua obra.

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O Grande Rei

Dom João II
O principe perfeito

Que no reino de seu pai Dom Afonso V os portugueses já haviam ultrapassado o equador e visto no céu novas estrelas, e Dom João II deu um novo caráter as viagens, tomando posse de novas terras, fundou feitorias, fortificou as costas e intitulou-se Senhor da Guiné.

 

 

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E mandou colocar padrões ou colunas de pedra com as armas portuguesas para atestar o seu domínio nos portos onde seu navios passavam.

E em 1484 Diogo Cão descobriu o Congo.E no ano de 1486 Bartolomeu Dias saiu do Tejo e percorreu a costa da África e de lá passou para o extremo meridional que a este ponto ele o chamou de Cabodas Tormentas, retornando a Portugal no ano de 1487 quando Dom João II trocou o nome da descoberta para Cabo da Boa Esperança.

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Diogo Cão
Descobridor do Congo

 

E para melhor realizar o seu plano Dom João II procurou saber se existia o Preste João, rei cristão que se supunha existir no oriente, e para isto se realizar-se Dom João II em 1487 ordenou Afonso de Paiva e Pêro de Covilha que partissem para Nápoles e dali seguirem até Áden, onde se separaram, Afonso de Paiva dirigiu-se a Abissínia e Covilha partiu para Índia a fim de preparar uma expedição exploradora que partiu com destino a Sofala, de onde retornou para Áden, porém quando chegou ao Cairo no Egito mandou noticias para o Dom João II dizendo que se podia navegar para a Índia pelo oceano e que Preste João não poderia ser outro senão o Imperador da Abissínia, Pêro de Covilha retornou a Índia de onde não mais saiu, de acordo com ordens recebidas do rei, este explorador que havia chegado a Costa da África, faltava explorar porção norte do Cabo da Boa Esperança e a Sofala para se poder chegar a Índia, a descoberta desse caminho cada vez se tornava mais urgente para Portugal, devido a tomada efetuada pela Espanha em 1492 da Cidade de Granada em batalha contra os Mouros que após esta derrota foram expulsos definitivamente da Europa.

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Cristóvão Colombo

E neste mesmo ano Cristóvão Colombo cujos serviços Dom João II declinara, tinha-se feito ao mar com uma esquadra espanhola e conseguira alcançar a costa de América na margem aposta do Oceano Atlântico ao qual pensava ser parte da Índia. Por isto Dom João II apressou-se em organizar uma expedição com quatro caravelas sob o comando de Vasco da Gama e como piloto Pêro de Alenquer que partiu em 8 de Julho de 1497 no reinado de Dom Manuel O Venturoso, que em 16 de Novembro dobrou o Cabo da Boa Esperança e em Dezembro chegou ao ponto extremo que Bartolomeu Dias atingira, e em 25 de Dezembro fez um reconhecimento da costa que foi batizada com o nome de Natal em homenagem a data cristã, a expedição chegou em Quelimane em Março de 1499 e em Quiloa e Mombaça no mês de Abril.

 

 

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Vasco da Gama

Quando da chegada da expedição de Vasco da Gama na Cidade de Mombaça metade da tripulação haviam morrido devido a uma epidemia a bordo das caravelas e grande parte dos sobreviventes se encontravam doentes. Por este motivo o rei de Mombaça armou uma cilada contra o comandante Vasco da Gama para lhes tomar as naus e passar todos os cristãos a espada, e em 15 de Abril a expedição chegou a Melinda, onde o sultão lhe forneceu um piloto natural da Índia para seguirem viagem para as costa de Malabar onde chegaram em principio de Maio de 1499 e a 20 de Maio lançaram âncora perto de Calecute onde foram bem acolhidos pelo rei da terra que entregou a Vasco da Gama uma carta destinada ao Rei Dom Manuel I, demonstrando a sua amizade e o desejo de pacificas relações. A viagem de volta foi muito mais difícil para a expedição, tendo uma das caravela sofrido um naufrágio aonde foi perdida muitas vidas da tripulação nas tempestades enfrentadas pelas embarcações, as doenças e desanimo se tornou muito grande entre os sobreviventes que dobraram o cabo em Março de 1499, quando duas caravelas restante da expedição se separaram, e em vista deste fato uma chegou em Lisboa no dia 10 de Julho e a outra onde se encontrava Vasco da Gama só chegou em 18 de Setembro após ter sofrido muitas tempestades onde faleceu o seu irmão na altura das Costas dos Açores, sendo que dos 160 homens que haviam partido na expedição, retornaram apenas 55 homens.  

 

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Deste modo foi descoberto o caminho marítimo para as Índias as custas de muitas vidas e com grande lucros pelas vendas das cargas que trouxeram e devido aos lucros obtidos o reino português decidiu pela criação de novas empresas para as Índias, com isto o comercio de especiarias da Índia com Veneza e Gênova passaram a ser diretamente comercializado com as Índias e para assegurar esse comercio cujo monopólio lhe cabia, Portugal todos os anos armava uma frota armada com destino a Índia que tornou-se a capital do comércio universal, sendo que Portugal estabeleceu-se em dois terço de seus estabelecimentos que se estendiam do fundo do oriente até ao Mar Vermelho e de Melinde até aos Açores, e a primeira frota armada para infundir respeito no oriente e garantir o comercio de Portugal com aquelas paragens foi confiada ao seu comando a Pedro Álvares Cabral com treze navios tripulados por mil e quinhentos homens, que partiu em 8 de Março de 1500 defronte da praia do Restelo em Belém próximo a Lisboa, por intenção ou acaso, o certo e que a armada na sua ida para Índia, se desviou tanto para oeste que no dia 22 de Abril de 1500 avistou as terras do Brasil, entre os outros navegadores que exploraram as costas americanas devemos lembrar dos Côrte-Real que em 1500 mal descoberto o caminho do cabo se aventuraram a buscar a Índia pelo ocidente, quando visitaram a Terra Nova e o Lavrador em uma expedição com três navios, que em seu regresso um de seus navios o que levava Gaspar côrte-real veio a naufragar.

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Fernão de Magalhães

Fernão de Magalhães nobre português que estivera nas Índias com Vasco da Gama e que abandonou os serviços do reino português e se dedicou ao reino da Espanha. Em 20 de Setembro de 1519 partiu do porto de Sevilha em uma expedição exploradora ao redor do mundo em companhia de Sebastião Del Cano em uma esquadra composta de cinco navios e 270 homens que tomou o rumo da América do Sul cujo extremidade meridional ninguém tinha chegado até então, e devido os fatos alguns homens a bordo dos navios se amotinaram pelo fato de se negarem a ir mais além, com isto um dos navios abandonou a expedição, porem Fernão de Magalhães avançando sempre para o sul encontrou um enorme rio e em expedição pela costa entrou em uma espécie de canal estreito e sinuoso que recebeu o nome de Estreito de Magalhães em sua própria homenagem, a ao atravessai-lo encontrou um magnífico oceano tão liso e calmo que o grande navegador lhe deu o nome de Pacifico e em Fevereiro de 1521 passou pelo equador e em Março chegou as Ilhas Marianas e Filipinas aonde o chefe da expedição encontrou a morte nas mãos dos indígenas no decurso das navegações para colocar os pequenos estados daquelas ilhas sob o domínio da Espanha, tendo em vista o reduzido numero da tripulação para os três navios, então tiveram que incendiar um dos navios e seguiram para Bornéu aonde sustentaram novos combates e de lá seguiram para Molucas onde os dois navios separaram-se.

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O comandado por Sebastião Del Cano dobrou o Cabo da Boa Esperança, como Vasco da Gama o fizera e chegou a Espanha depois de três anos de ausência, quando provou que era esférica a forma da terra.*

*Texto retirado da Internet

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