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Dom
João VI |
no
Brasil |
A
invasão francesa propagou as idéias liberais na Espanha, fora votada uma
constituição pela qual terminava o poder absoluto dos reis.
Com
Portugal reduzido a papel de subalterno desde a viagem de Dom João VI
para o Brasil, quem governava era o Marechal inglês Beresford por meio
de uma regência em que se dizia representante do rei em Portugal.
E
isto incomodava e vexava os oficiais portugueses e descontentava a nação
lusitana e em 1817 com o general Beresford no Brasil foi descoberta uma
conspiração liberal liderada pelo General Gomes Freire de Andrade, que
devido a ação contraria acabou preso e enforcado junto a outros revolucionários
portugueses, porém o fermento das idéias liberais não foram com isto sufocadas,
em 1820 subleva-se a Cidade do Porto espalhando o movimento até Lisboa,
quando Manuel Fernandes Tomás e Borges Carneiro formaram um governo provisório
depondo a regência do General Beresford em um, congresso constituinte,
com isto são reatada as tradições nacionais e no ano de 1821 no Brasil
as tropas portuguesas aderiram a revolução e o reino proclamou as bases
da constituição, com as cortes exigindo do Rei Dom João VI o seu retorno
a Portugal, fato que veio acontecer em 3 de Julho de 1821 e no ano seguinte
proclamava-se a independência do Brasil, e as cortes portuguesas assinavam
a constituição que foi jurada pelo rei, e em Dezembro se reuniu as primeiras
cortes ordinárias, porém as coisas não caminhavam bem para os liberais,
sendo atribuído para este fato a independência do Brasil, porém o mas
provável tenha sido a abolição dos monopólios comerciais e além disso
os movimentos de liberdade impostos na Europa que pendiam agora para o
absolutismo, é que logo após a Rainha Carlota Joaquina se declarar
aliada aos absolutistas houve um largo período de lutas civis em Portugal.
Em
1823 os absolutistas capitaneados pelo Conde de Amaraute sublevaram em
Trás-os-Montes contra as cortes portuguesas e em Maio caia a revolução
espanhola sob a ação do exercito francês do Duque de Angoulême, em Portugal
os absolutistas rebelavam-se para libertar o rei, proclamando em Santarém
a queda da constituição e o Infante Dom Miguel era o braço direito da
revolta. Dom João VI foi para Vila França a 31 de Maio quando realizou-se
a chamada Vilafrancada, no mês de Junho as cortes foram dissolvidas e
abolida a constituição e foi nomeada uma junta para redigir a futura carta
moderada do reino.

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A
Rainha Carlota Joaquina e seu filho o Infante Dom Miguel capitanearam
o partido que queriam "Libertar "o soberano e restaurar
o absolutismo em Portugal. |

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Rainha
Carlota Joaquina |
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Infante
Dom Miguel |
A
Rainha Carlota Joaquina e seu filho o Infante Dom Miguel capitanearam
o partido que queriam "Libertar "o soberano e restaurar o absolutismo
em Portugal e no paço o Marques de Loulé influía nos ânimos do rei aconselhando-lhe
moderação e em Fevereiro de 1824 o Marques de Loulé foi assassinado e
em 30 de Abril produziu-se o movimento chamado Abrilada com Dom Miguel
proclamando-se libertador, demitiu o governador e prendeu o Marques de
Parmela que era o chefe dos moderados em Belém e em Maio o infante era
feito generalíssimo, ai começou a perseguir violentamente os "Pedreiros
Livre" nome que se dava aos liberais ; muitos foram presos, outros
fugiram, até o próprio Dom João Vi foi preso em seu próprio paço da Bemposta
em Lisboa. Devido aos acontecimentos os embaixadores estrangeiros intervieram
e a revolução abortou e o rei se refugiou a bordo de uma nau inglesa e
ordenou o desterro do infante e a reabilitação do partido moderado,
Dom
Miguel foi banido e expulso de Paris, por este motivo foi acolhido em
Viena, que nesta época era o baluarte do direito divino. No Paço de Queluz
onde vivia Dona Carlota Joaquina ficou sendo o centro dos conciliábulos
da reação de que se fizera apostolo o poderoso e brutal escritor José
Agostinho de Macedo, os padres e frades fizeram-se de propagandistas da
guerra contra os Pedreiros Livres.
Dom
João VI |
Dom
Pedro I |
Dona
Maria II |
Devido a morte de Dom João VI em Março de 1826 o seu filho Dom Pedro nesta
época Imperador do Brasil, desistiu da coroa portuguesa em favor de sua
filha Dona Maria II e outorgou ao reino uma carta constitucional, desde
modo ficou como regente em virtude da menoridade da rainha a infante Dona
Isabel Maria. Dona Maria I deveria jurar a carta e casar com o seu tio
Dom Miguel e a 12 de Julho a carta foi publicada e jurada no dia 31 ao
mesmo tempo que em Lisboa se jurava a carta em Trás-os-Montes na Cidade
do Minho e no Alentejo os soldados aclamavam Dom Miguel e em 3 de Agosto
o Marques de Saldanha era feito ministro em Viena, Dom Miguel também jurou
a carta mas ao mesmo tempo ocorreu o pronunciamento em vários pontos do
país e os absolutistas refugiados na Espanha entraram no reino por Trás-os-Montes,
pela beira e pelo Alentejo, as cortes gerais abriram em 30 de Outubro
para se encerrarem em 23 de Dezembro, quanto se deu a intervenção inglesa
com uma divisão do exercito acudindo Portugal e o Duque de Vila Flor expulsou
os absolutistas da Cidade do Minho e com o termino da guerra civil decreta-se
a anistia aos emigrados que não aceitaram, entretanto Dom Pedro nomeia
Dom Miguel como seu Lugar-Tenente em Portugal e o infante entra de novo
no país em 22 de Fevereiro de 1828 e no dia 26 jurou a carta e assume
a regência e logo a seguir dissolveras câmaras e proíbe o hino da carta
de autoria de Dom Pedro e em Abril Dom Miguel e aclamado rei após muito
tumulto realizado pelos absolutistas e começa as perseguições e as violência,
enquanto no Porto se constituía uma junta liberal com metade do exercito
aderindo ao movimento, porém o exercito miguelito penetra no porto e dissolve
a junta liberal com os chefes do movimento Palmela, Saldanha e Vila Flor
refugiando-se na Inglaterra e o grosso do exercito constitucional emigrou
em massa para a Galiza sob a direção do Marques de Sá Bandeira:
Após
o triunfo completo dos Miguelismo os liberais passaram a ser perseguidos,
por isto em 1831 nas prisões do reino haviam mais de vinte e seis mil
pessoas e na África quase duas mil pessoas e devido a perseguição imposta,
os liberais acantonaram-se em na Ilha Terceira dos Açores, que o Conde
Vila-Flor o defendeu dignamente do bloqueio que lhe moveu a esquadra miguelita,
em 5 de Julho de 1828 Dona Maria II partiu para o Brasil para se casar
com o seu tio Dom Pedro,
entretanto em Portugal os absolutistas
fizeram uma devassa contra Dona Maria II e confiscaram os seus bens, porém
quando chegou em Gibraltar a rainha tomou conhecimento da usurpação que
sofrera em Portugal, por isto seguiu direto para a Inglaterra, com o falecimento
de Dona Carlote Joaquina o regente Dom Pedro abdicou o cetro no Brasil
e viajou para a Europa, em 13 de Abril de 1831 indo fixar a sua residência
na França e em 22 de Agosto um regimento de infantaria em Lisboa deu um
pronunciamento constitucional o qual foi sufocado, resultando em muitas
mortes
nos combates realizados no Rocio e enquanto isto, Dom Pedro
se estabeleceu na Ilha Terceira dos Açores e assumiu a regência do reino
em nome de sua filha, nomeando um ministério integrado pelo reformador
Mousinho da Silveira, o diplomata Duque de Palmela e outros, que se entregaram
a tarefa reformadora de Portugal decretando a abolição parcial dos Morgados
e da Sisa, organizaram a administração da justiça e da fazenda segundo
os novos princípios criando com isto um novo Portugal.
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Duque
de Palmela |
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Mousinho
da Silveira |
A
20 de Junho foi embarcado o exercito libertador para Portugal e em 8 de
Julho Dom Pedro e os seus companheiros de armas, pisaram o solo de seu
país desembarcando perto da Cidade do Porto que se encontrava evacuada,
devido a retirada das tropas do governo, em Outubro de 1832 formou-se
o cerco das tropas miguelista a cidade, onde ocorreram varias ações sangrentas
até Janeiro de 1833 quando da chegada de Saldanha a Cidade do Porto tomou
o comando supremo das forças sitiadas que se encontravam em situação desesperadora.
Em
Julho de 1833 chegava a Cidade do Porto o Duque de Palmela e o Almirante
Inglês Napier com reforços em uma expedição que invadiu o reino pelo sul
a qual tinha em seu comando o Duque da Terceira, que no dia 24 de Junho
desembarcou alguns expedicionários próximo a Tavira no Algarve.
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A esquadra do Almirante Napier |
A
seguiu a esquadra do Almirante Napier avançou para o norte em direção
de Lisboa e na altura do Cabo de São Vicente se encontrou com a esquadra
Miguelista. Quando se irrompeu uma sangrenta batalha naval entre as duas esquadras
e que desta saiu vitorioso apresando toda esquadra miguelista, enquanto
isto sucedia no mar, o exercito miguelista que era muito reduzido no sul
de Portugal retirou-se dos campos de batalha em virtude do poderio das
forças combatentes do Duque de Terceira, que continuando sua marcha para
Lisboa o exercito do Duque de Terceira na localidade de Piedade bem próximo
a Almada defronte a Lisboa conseguiu mais uma vitória esmagadora sobre
as forças de Dom Miguel comandada pelo bárbaro partidário do absolutismo
Teles Jordão.
 |
No
dia seguinte o Duque de Terceira entrou em Lisboa sem encontrar resistência
pelo fato da evacuação da guarnição miguelista e ao cair da tarde o Almirante
Napier deu entrada no rio e fundeou em frente a cidade. Enquanto isto se passava em Lisboa, na Cidade do Porto
recebia um assalto executado pelo exercito miguelista sob o comando do
general francês Bourmont vencedor de Argel, que foi repelido brilhantemente
por Saldanha, devido aos insucessos a causa miguelista passou apresentar
um franco declínio entre os seus seguidores.
Em 26 de Julho Dom Pedro
partiu da Cidade do Porto com destino a Lisboa e Saldanha levantou o cerco
que a Cidade do Porto vinha sofrendo das forças de Dom Miguel que empreendeu
um avanço em direção a Lisboa, porém acabou sendo encurralados em Santarém
de onde fugiram para o Alentejo e de lá para Évora, Mas o Duque da Terceira
que os perseguiam, no dia 27 de Maio os rendeu e fizera assinar a convenção
de Évora-Monte que após o termo a guerra civil, nesta rendição ficou estabelecido
que os vencidos deveriam fazer a entrega das armas e que poderiam voltar
livre para os seus domicílios porém com a perda dos seus empregos, dos
bens reais , das pensões, os militares tiveram seus postos garantidos
e que todos que quisessem poderiam emigrar livremente e que os crimes
políticos seriam anistiados e Dom Miguel foi condenado a ser expulso de
Portugal e que ficou terminantemente proibido de voltar ao reino e lhe
foi conferido uma pensão anual de sessenta contos e em 28 de Maio foi
convocada uma assembléia de todas as cortes onde se decretou a abolição
de todas ordem religiosas e em 30 de Maio Dom Miguel embarcou no porto
da Cidade de Sines com rumo a Gênova aonde publicou um manifesto no qual
recusava a pensão que lhe havia sido concedido e proclamou os seus direitos
contra as forças a que tivera de submeter-se e pouco tempo depois Dom
Pedro foi confirmado como regente e jurando a carta, e em 24 de Setembro
de 1834 poucos meses após do seu triunfo, vinha a falecer em Queluz, a
partir deste momento subia ao trono Dona Maria II.*
*Texto
retirado da Internet
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