MEMÓRIA
REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES
 

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A FUGA REAL PARA O BRASIL

Uma das mais controversas consequências da invasão das forças francesas e espanholas - que não deixava qualquer dúvida sobre as intenções efectivas de franceses e espanhóis quanto a Portugal – foi a retirada da família real portuguesa.

Muitas vezes criticada por historiadores como uma debandada apressada, sabemos hoje que a operação começou a ser planeada ainda em Agosto de 1807, seguindo planos que já existiam antes para retirar a família real do continente em caso de invasão.
Mapa da primeira fase da invasão, efectuada por forças francesas e espanholas

A operação era extremamente complexa, decorreu em segredo, e a sua dimensão e rapidez foi notável quando se tem em consideração que os franceses só entenderam que não seriam capazes de prender o Rei de Portugal removendo a Casa de Bragança do trono quando o rei já não se encontrava em Lisboa.

Os navios de guerra portugueses que transportaram a família real, não podiam dar protecção à esquadra, porque para transportar grande quantidade de pessoas e víveres para a longa viagem, era necessário remover a maior parte dos canhões, sendo que os navios também necessitavam de modificações no seu interior. Estas alterações tinham que ser feitas em segredo para evitar que qualquer modificação transpirasse.

Quando chegou a notícia de que a 17 de Novembro o exército franco-espanhol tinha invadido Portugal, a intenção de Napoleão tornou-se muito clara:
Declarar que a Casa Real de Bragança já não governava em Portugal, aprisionar a familia real portuguesa, dividir o país em vários pedaços e colocar no trono monarcas fiéis a Napoleão.

Perante esta situação os planos mantidos secretos foram colocados em prática.

A esquadra já estava preparada e a família real embarcou a bordo do navio de linha, «Príncipe Real», que era o mais poderoso navio da armada portuguesa, armado com 90 canhões mas que para a operação de evacuação tinha a sua capacidade militar muito reduzida.

A evacuação da família real para o Brasil. A operação de evacuação de 15.000 pessoas em apenas alguns dias e praticamente em segredo levou a que a fase final da evacuação própriamente dita fosse confusa. No entanto pelas suas características e por ter decorrido no inicio do século XIX, foi um sucesso de organização.
A corte e funcionários do estado, embarcaram nos restantes navios, tendo no total sido transportadas 15.000 pessoas. Os navios portugueses contaram com o apoio de navios britânicos. No total, a esquadra comportava 57 navios, dos quais 17 navios de guerra portugueses (adaptados na sua maioria para o transporte de pessoas) e 13 britânicos, a que se somavam 27 outros navios de transporte. A corte saiu de Lisboa a 29 de Novembro de 1807.
Dos 13 navios de guerra britânicos, 9 voltaram para garantir o bloqueio de Lisboa logo que a esquadra chegou a meio caminho entre Lisboa e a Madeira, pois embora a esquadra francesa, juntamente com a esquadra espanhola tivessem sido dizimadas em Trafalgar, ainda se temia a possibilidade de uma resposta por parte dos franceses.

Quando as tropas francesas chegaram a Sacavém, às portas de Lisboa, o general Junot foi recebido por um membro da nobreza portuguesa que tinha ficado para trás, que terá recebido o general francês com toda a pompa, tendo afirmado que «Sua Majestade incumbiu-me de apresentar a V.Exa. desculpas por não o poder receber pessoalmente, mas assuntos urgentes levaram a que se tivesse que ausentar para o Brasil»

Habituados a submeter os monarcas europeus com facilidade, os franceses não gostaram de ter sido tratados daquela forma, pois embora tivessem tomado a capital de Portugal, não tinham capturado a família real, que assim transferiu a capital do país para o Brasil, continuando a governar as possessões portuguesas a partir do Rio de Janeiro.

Para piorar as coisas, a decisão portuguesa de abandonar Lisboa era uma afronta porque negava à França o mais importante dos despojos de guerra que Napoleão queria obter: A esquadra portuguesa constituída por mais de quarenta navios, trezes dos quais de grande porte, com os quais Napoleão contava para ajudar a França a bloquear o comércio britânico.

in: "Invasão Fraco-Espanhola de 1807 ", Área Militar - ligação [29.6.2009]

 

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NOTA IMPORTANTE

Este sítio pertence ao Reino Unido de Portugal e Algarves, uma micronação lusófona. O Reino Unido não tem quaisquer pretensões territoriais, políticas ou de qualquer outra índole sob quaisquer territórios reais, sendo parte de uma simulação política.

 

aO LIBERALISMO EM PORTUGAL
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Dom João VI
no Brasil

A invasão francesa propagou as idéias liberais na Espanha, fora votada uma constituição pela qual terminava o poder absoluto dos reis.

Com Portugal reduzido a papel de subalterno desde a viagem de Dom João VI para o Brasil, quem governava era o Marechal inglês Beresford por meio de uma regência em que se dizia representante do rei em Portugal.

E isto incomodava e vexava os oficiais portugueses e descontentava a nação lusitana e em 1817 com o general Beresford no Brasil foi descoberta uma conspiração liberal liderada pelo General Gomes Freire de Andrade, que devido a ação contraria acabou preso e enforcado junto a outros revolucionários portugueses, porém o fermento das idéias liberais não foram com isto sufocadas, em 1820 subleva-se a Cidade do Porto espalhando o movimento até Lisboa, quando Manuel Fernandes Tomás e Borges Carneiro formaram um governo provisório depondo a regência do General Beresford em um, congresso constituinte, com isto são reatada as tradições nacionais e no ano de 1821 no Brasil as tropas portuguesas aderiram a revolução e o reino proclamou as bases da constituição, com as cortes exigindo do Rei Dom João VI o seu retorno a Portugal, fato que veio acontecer em 3 de Julho de 1821 e no ano seguinte proclamava-se a independência do Brasil, e as cortes portuguesas assinavam a constituição que foi jurada pelo rei, e em Dezembro se reuniu as primeiras cortes ordinárias, porém as coisas não caminhavam bem para os liberais, sendo atribuído para este fato a independência do Brasil, porém o mas provável tenha sido a abolição dos monopólios comerciais e além disso os movimentos de liberdade impostos na Europa que pendiam agora para o absolutismo, é que logo após a Rainha Carlota Joaquina se declarar aliada aos absolutistas houve um largo período de lutas civis em Portugal.

Em 1823 os absolutistas capitaneados pelo Conde de Amaraute sublevaram em Trás-os-Montes contra as cortes portuguesas e em Maio caia a revolução espanhola sob a ação do exercito francês do Duque de Angoulême, em Portugal os absolutistas rebelavam-se para libertar o rei, proclamando em Santarém a queda da constituição e o Infante Dom Miguel era o braço direito da revolta. Dom João VI foi para Vila França a 31 de Maio quando realizou-se a chamada Vilafrancada, no mês de Junho as cortes foram dissolvidas e abolida a constituição e foi nomeada uma junta para redigir a futura carta moderada do reino.

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A Rainha Carlota Joaquina e seu filho o Infante Dom Miguel capitanearam o partido que queriam "Libertar "o soberano e restaurar o absolutismo em Portugal.

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Rainha Carlota Joaquina
 
Infante Dom Miguel

A Rainha Carlota Joaquina e seu filho o Infante Dom Miguel capitanearam o partido que queriam "Libertar "o soberano e restaurar o absolutismo em Portugal e no paço o Marques de Loulé influía nos ânimos do rei aconselhando-lhe moderação e em Fevereiro de 1824 o Marques de Loulé foi assassinado e em 30 de Abril produziu-se o movimento chamado Abrilada com Dom Miguel proclamando-se libertador, demitiu o governador e prendeu o Marques de Parmela que era o chefe dos moderados em Belém e em Maio o infante era feito generalíssimo, ai começou a perseguir violentamente os "Pedreiros Livre" nome que se dava aos liberais ; muitos foram presos, outros fugiram, até o próprio Dom João Vi foi preso em seu próprio paço da Bemposta em Lisboa. Devido aos acontecimentos os embaixadores estrangeiros intervieram e a revolução abortou e o rei se refugiou a bordo de uma nau inglesa e ordenou o desterro do infante e a reabilitação do partido moderado, Dom Miguel foi banido e expulso de Paris, por este motivo foi acolhido em Viena, que nesta época era o baluarte do direito divino. No Paço de Queluz onde vivia Dona Carlota Joaquina ficou sendo o centro dos conciliábulos da reação de que se fizera apostolo o poderoso e brutal escritor José Agostinho de Macedo, os padres e frades fizeram-se de propagandistas da guerra contra os Pedreiros Livres.

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Dom João VI

Dom Pedro I

Dona Maria II

Devido a morte de Dom João VI em Março de 1826 o seu filho Dom Pedro nesta época Imperador do Brasil, desistiu da coroa portuguesa em favor de sua filha Dona Maria II e outorgou ao reino uma carta constitucional, desde modo ficou como regente em virtude da menoridade da rainha a infante Dona Isabel Maria. Dona Maria I deveria jurar a carta e casar com o seu tio Dom Miguel e a 12 de Julho a carta foi publicada e jurada no dia 31 ao mesmo tempo que em Lisboa se jurava a carta em Trás-os-Montes na Cidade do Minho e no Alentejo os soldados aclamavam Dom Miguel e em 3 de Agosto o Marques de Saldanha era feito ministro em Viena, Dom Miguel também jurou a carta mas ao mesmo tempo ocorreu o pronunciamento em vários pontos do país e os absolutistas refugiados na Espanha entraram no reino por Trás-os-Montes, pela beira e pelo Alentejo, as cortes gerais abriram em 30 de Outubro para se encerrarem em 23 de Dezembro, quanto se deu a intervenção inglesa com uma divisão do exercito acudindo Portugal e o Duque de Vila Flor expulsou os absolutistas da Cidade do Minho e com o termino da guerra civil decreta-se a anistia aos emigrados que não aceitaram, entretanto Dom Pedro nomeia Dom Miguel como seu Lugar-Tenente em Portugal e o infante entra de novo no país em 22 de Fevereiro de 1828 e no dia 26 jurou a carta e assume a regência e logo a seguir dissolveras câmaras e proíbe o hino da carta de autoria de Dom Pedro e em Abril Dom Miguel e aclamado rei após muito tumulto realizado pelos absolutistas e começa as perseguições e as violência, enquanto no Porto se constituía uma junta liberal com metade do exercito aderindo ao movimento, porém o exercito miguelito penetra no porto e dissolve a junta liberal com os chefes do movimento Palmela, Saldanha e Vila Flor refugiando-se na Inglaterra e o grosso do exercito constitucional emigrou em massa para a Galiza sob a direção do Marques de Sá Bandeira:

Após o triunfo completo dos Miguelismo os liberais passaram a ser perseguidos, por isto em 1831 nas prisões do reino haviam mais de vinte e seis mil pessoas e na África quase duas mil pessoas e devido a perseguição imposta, os liberais acantonaram-se em na Ilha Terceira dos Açores, que o Conde Vila-Flor o defendeu dignamente do bloqueio que lhe moveu a esquadra miguelita, em 5 de Julho de 1828 Dona Maria II partiu para o Brasil para se casar com o seu tio Dom Pedro, entretanto em Portugal os absolutistas fizeram uma devassa contra Dona Maria II e confiscaram os seus bens, porém quando chegou em Gibraltar a rainha tomou conhecimento da usurpação que sofrera em Portugal, por isto seguiu direto para a Inglaterra, com o falecimento de Dona Carlote Joaquina o regente Dom Pedro abdicou o cetro no Brasil e viajou para a Europa, em 13 de Abril de 1831 indo fixar a sua residência na França e em 22 de Agosto um regimento de infantaria em Lisboa deu um pronunciamento constitucional o qual foi sufocado, resultando em muitas mortes nos combates realizados no Rocio e enquanto isto, Dom Pedro se estabeleceu na Ilha Terceira dos Açores e assumiu a regência do reino em nome de sua filha, nomeando um ministério integrado pelo reformador Mousinho da Silveira, o diplomata Duque de Palmela e outros, que se entregaram a tarefa reformadora de Portugal decretando a abolição parcial dos Morgados e da Sisa, organizaram a administração da justiça e da fazenda segundo os novos princípios criando com isto um novo Portugal.

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Duque de Palmela
Mousinho da Silveira

A 20 de Junho foi embarcado o exercito libertador para Portugal e em 8 de Julho Dom Pedro e os seus companheiros de armas, pisaram o solo de seu país desembarcando perto da Cidade do Porto que se encontrava evacuada, devido a retirada das tropas do governo, em Outubro de 1832 formou-se o cerco das tropas miguelista a cidade, onde ocorreram varias ações sangrentas até Janeiro de 1833 quando da chegada de Saldanha a Cidade do Porto tomou o comando supremo das forças sitiadas que se encontravam em situação desesperadora.

Em Julho de 1833 chegava a Cidade do Porto o Duque de Palmela e o Almirante Inglês Napier com reforços em uma expedição que invadiu o reino pelo sul a qual tinha em seu comando o Duque da Terceira, que no dia 24 de Junho desembarcou alguns expedicionários próximo a Tavira no Algarve.

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A esquadra do Almirante Napier

A seguiu a esquadra do Almirante Napier avançou para o norte em direção de Lisboa e na altura do Cabo de São Vicente se encontrou com a esquadra Miguelista. Quando se irrompeu uma sangrenta batalha naval entre as duas esquadras e que desta saiu vitorioso apresando toda esquadra miguelista, enquanto isto sucedia no mar, o exercito miguelista que era muito reduzido no sul de Portugal retirou-se dos campos de batalha em virtude do poderio das forças combatentes do Duque de Terceira, que continuando sua marcha para Lisboa o exercito do Duque de Terceira na localidade de Piedade bem próximo a Almada defronte a Lisboa conseguiu mais uma vitória esmagadora sobre as forças de Dom Miguel comandada pelo bárbaro partidário do absolutismo Teles Jordão.

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No dia seguinte o Duque de Terceira entrou em Lisboa sem encontrar resistência pelo fato da evacuação da guarnição miguelista e ao cair da tarde o Almirante Napier deu entrada no rio e fundeou em frente a cidade. Enquanto isto se passava em Lisboa, na Cidade do Porto recebia um assalto executado pelo exercito miguelista sob o comando do general francês Bourmont vencedor de Argel, que foi repelido brilhantemente por Saldanha, devido aos insucessos a causa miguelista passou apresentar um franco declínio entre os seus seguidores. Em 26 de Julho Dom Pedro partiu da Cidade do Porto com destino a Lisboa e Saldanha levantou o cerco que a Cidade do Porto vinha sofrendo das forças de Dom Miguel que empreendeu um avanço em direção a Lisboa, porém acabou sendo encurralados em Santarém de onde fugiram para o Alentejo e de lá para Évora, Mas o Duque da Terceira que os perseguiam, no dia 27 de Maio os rendeu e fizera assinar a convenção de Évora-Monte que após o termo a guerra civil, nesta rendição ficou estabelecido que os vencidos deveriam fazer a entrega das armas e que poderiam voltar livre para os seus domicílios porém com a perda dos seus empregos, dos bens reais , das pensões, os militares tiveram seus postos garantidos e que todos que quisessem poderiam emigrar livremente e que os crimes políticos seriam anistiados e Dom Miguel foi condenado a ser expulso de Portugal e que ficou terminantemente proibido de voltar ao reino e lhe foi conferido uma pensão anual de sessenta contos e em 28 de Maio foi convocada uma assembléia de todas as cortes onde se decretou a abolição de todas ordem religiosas e em 30 de Maio Dom Miguel embarcou no porto da Cidade de Sines com rumo a Gênova aonde publicou um manifesto no qual recusava a pensão que lhe havia sido concedido e proclamou os seus direitos contra as forças a que tivera de submeter-se e pouco tempo depois Dom Pedro foi confirmado como regente e jurando a carta, e em 24 de Setembro de 1834 poucos meses após do seu triunfo, vinha a falecer em Queluz, a partir deste momento subia ao trono Dona Maria II.*

*Texto retirado da Internet

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