MEMÓRIA
REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES
 

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IMAGENS E FACTOS
BATALHA DE ALJUBARROTA

Luís de Camões, no seu épico “Os Lusíadas”, coloca Vasco da Gama a contar ao Rei de Melinde a História de Portugal. No Canto VIII, o navegador descreve a batalha de Aljubarrota, travada a 14 de Agosto de 1385, em que se realça a acção de Nuno Álvares (30, 34 e 35), o movimento terrificamente barulhento e confuso da refrega (31), a referência aos irmãos de Nuno Álvares que lutavam do lado dos castelhanos e respectivo comentário do poeta (32 e 33), a acção de D. João I, que, como chefe e rei, a todos entusiasmava não só com palavras, mas também com o exemplo (entre as setas dos inimigos corro e vou primeiro):

30
"Mas não vês quase já desbaratado
O poder Lusitano, pela ausência
Do Capitão devoto, que, apartado
Orando invoca a suma e trina Essência?
Vê-lo com pressa já dos seus achado,
Que lhe dizem que falta resistência
Contra poder tamanho, e que viesse,
Por que consigo esforço aos fracos desse?

31
"Mas olha com que santa confiança,
- Que inda não era tempo, — respondia,
Como quem tinha em Deus a seguraria
Da vitória que logo lhe daria.
Assim Pompílio, ouvindo que a possança
Dos inimigos a terra lhe corria,
A quem lhe a dura nova estava dando,
-"Pois eu, responde, estou sacrificando." -

32
"Se quem com tanto esforço em Deus se atreve,
Ouvir quiseres como se nomeia,
Português Cipião chamar-se deve;
Mas mais de Dom Nuno Alvares se arreia:
Ditosa pátria que tal filho teve!
Mas antes pai, que enquanto o Sol rodeia
Este globo de Ceres e Netuno,
Sempre suspirará por tal aluno.

33
"Na mesma guerra vê que presas ganha
Estoutro Capitão de pouca gente;
Comendadores vence e o gado apanha,
Que levavam roubado ousadamente.
Outra vez vê que a lança em sangue banha
Destes, só por livrar com o amor ardente
O preso amigo, preso por leal:
Pêro Rodrigues é do Landroal.

34
"Olha este desleal o como paga
O perjúrio que fez e vil engano:
Gil Fernandes é de Elvas quem o estraga,
E faz vir a passar o último dano:
De Xerez rouba o campo, e quase alaga
Com o sangue de seus donos Castelhano.
Mas olha Rui Pereira, que com o rosto
Faz escudo às galés, diante posto.

35
"Olha que dezessete Lusitanos,
Neste outeiro subidos se defendem,
Fortes, de quatrocentos Castelhanos,
Que em derredor, pelos tomar, se estendem;
Porém logo sentiram, com seus danos,
Que não só se defendem, mas ofendem:
Digno feito de ser no mundo eterno,
Grande no tempo antigo e no moderno.

36
"Sabe-se antigamente que trezentos
Já contra mil Romanos pelejaram,
No tempo que os viris atrevimentos
De Viriato tanto se ilustraram,
E deles alcançando vencimentos
Memoráveis, de herança nos deixaram
Que os muitos, por ser poucos, não temamos:
O que depois mil vezes amestramos.

37
"Olha cá dois infantes, Pedro e Henrique,
Progénie generosa de Joane:
Aquele faz que fama ilustre fique
Dele em Germânia, com que a morte engane;
Este, que ela nos mares o publique
Por seu descobridor, e desengane
De Ceita a Maura túmida vaidade,
Primeiro entrando as portas da cidade.

38
"Vês o conde Dom Pedro, que sustenta
Dois cercos contra toda a Barbaria?
Vês, outro Conde está, que representa
Em terra Marte, em forças e ousadia;
De poder defender se não contenta
Alcácere da ingente companhia;
Mas do seu Rei defende a cara vida,
Pondo por muro a sua, ali perdida.

39
"Outros muitos verias, que os pintores
Aqui também por certo pintariam;
Mas falta-lhe pincel, faltam-lhe cores,
Honra, prémio, favor, que as artes criam:
Culpa dos viciosos sucessores,
Que degeneram, certo, e se desviam
Do lustre e do valor dos seus passados,
Em gostos e vaidades atolados.

40
"Aqueles pais ilustres que já deram
Princípio à geração que deles pende,
Pela virtude muito então fizeram,
E por deixar a casa, que descende.
Cegos, que dos trabalhos que tiveram,
Se alta fama e rumor deles se estende,
Escuros deixam sempre seus menores,
Com lhe deixar descansos corruptores.

41
"Outros também há grandes e abastados,
Sem nenhum tronco ilustre donde venham;
Culpa de Reis, que às vezes a privados
Dão mais que a mil, que esforço e saber tenham.
Estes os seus não querem ver pintados,
Crendo que cores vãs lhe não convenham,
E, como a seu contrairo natural,
A pintura, que fala, querem mal.

42
"Não nego que há contudo descendentes
Do generoso tronco, e casa rica,
Que com costumes altos e excelentes,
Sustentam a nobreza que lhe fica;
E se a luz dos antigos seus parentes
Neles mais o valor não clarifica,
Não falta ao menos, nem se faz escura.
Mas destes acha poucos a pintura."

 

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NOTA IMPORTANTE

Este sítio pertence ao Reino Unido de Portugal e Algarves, uma micronação lusófona. O Reino Unido não tem quaisquer pretensões territoriais, políticas ou de qualquer outra índole sob quaisquer territórios reais, sendo parte de uma simulação política.

 

aGRANDES FEITOS PORTUGUESES

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Rei Dom João I
Mestre de Avis

Uma revolução popular conduzira ao trono o Mestre de Avis, Dom João I com o qual teve inicio a Segunda dinastia de reis de Portugal e aos seus descendentes couberam aos grandes empreendimentos marítimos.Logo após a sua aclamação em Lisboa Dom João I acompanhado por Nuno Álvares que havia sido nomeado condestável do reino dirigiram-se para o norte de Portugal aonde o rei foi triunfalmente recebido na Cidade do Porto e Nuno Álvares alcançou uma grande vitória sobre os castelhano sem Trancoso, porém no decorrer de poucos dias o rei de Castela frente de exercito com muitos homens voltava atacar Lisboa, com os invasores acampados em Aljubarrota teve inicio a uma batalha muito violenta, porém de curta duração devido ao cansaço da marcha a cavalo dos invasores que terminou com uma completa derrota das tropas do rei castelhano que foram obrigados a fugirem deixando abandonado no campo de luta muitos mortos e feridos.

 

 

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A Batalha de Aljubarrota

A Batalha de Aljubarrota em 14 de Abril de 1385 foi um dos combates mais decisivo da historia portuguesa. E para comemorar a excepcional vitória o Rei Dom João I mandou erigir o mosteiro da Batalha próximo ao local onde se desenrolou o encontro, e com Nuno Álvares a frente de seu exercito atravessou as fronteiras de Portugal e em novos combates tornou a derrotar os Castelhanos em Valverde perto do rio Guadiana, após esta vitória Portugal consolidou sua independência e Dom João I foi reconhecido pelo rei de Castela como verdadeiro rei de Portugal.

Dom João I casou-se com uma princesa inglesa Dona Filipa de Lancaster, desse matrimonio nasceram quatro filhos todos de caráter nobre, esforçados e estudiosos que souberam honrar o país em que nasceram: Dom Duarte como filho mais velho ocupou o trono quando o seu pai faleceu e durante o seu reinado foram lançadas as bases do futuro esplender de Portugal, o segundo filho Dom Pedro homem de grande inteligência e cultura foi eleito regente do reino durante o menoridade do seu sobrinho Afonso V, tendo sido um modelo de honestidade. Dom Henrique o terceiro filho recebeu o nome de O Navegador em virtude de seus empreendimentos marítimos, quando seu pai ainda era vivo o aconselhara a enviar uma expedição a Ceuta no mediterrâneo ao norte da África para conquista-la em 1415, na qual seguiram os quatros filhos do rei sendo esta a primeira aventura portuguesa fora da Europa, e o inicio de seu império colonial.

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Dom Henrique estabeleceu-se em Sagres onde reuniu um grupo de matemáticos e os pilotos de maior experiência e o seu primeiro projeto foi o de desvendar os mistérios do Mar Tenebroso, a oeste da África e de Sagres partiram as primeiras caravelas para estas expedições.

E dessa maneira foram descobertas as Ilhas da Madeira e dos Açores, o Cabo Bojador cujo autor desta façanha foi o navegador Gil Eanes em outras expedições os portugueses descobriram o Congo e a Guiné e as imensas extensões da África, em 1460 faleceu Dom Henrique após ter aberto o caminho para as grandes conquistas portuguesas, em 1437 foi organizada uma expedição portuguesa com a finalidade de arrancar Tânger do domínio dos Mouros sob o comando de Dom Henrique e Dom Fernando os quais foram obrigados a capitular após uma terrível batalha, em 1443 Dom Fernando após seis anos de cativeiro e resignação veio a falecer, em vista disto foi denominado como o infante santo.

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Dom Afonso V

Dom Afonso V conquistou aos Mouros varias cidades fortificadas como Alcácer-Seguer, Arzila, e Tânger, pretendeu também submeter Castela aos domínios português porém foi derrotado na Batalha de Toro em 1476.E após um longo reinado veio a falecer em 1481 deixando o país em virtude das suas prodigalidade quase inteiramente na mão dos nobres, protegeu as letras e fundou bibliotecas, introduziu em Portugal o Direito Romano, o seu sucessor Dom João II chamado o Principie Perfeito procurou desde os primeiros dias refrear os abusos dos fidalgos e anular as concessões feita pelo pai, e procurou apoiar-se no povo para lutar contra a nobreza, e mandou reunir em Évora os procuradores das cidades para ouvir suas queixas, quando mandou abrir rigorosos inquéritos que amedrontaram a nobreza, por isto diversos fidalgos fizeram um movimento liderado pelo Duque de Bragança que procuraram auxilio junto ao rei de Castela, mas Dom João II não se amedrontou com o poderio do Duque de Bragança e mandou decapita-lo em público na Cidade de Évora, e devido ao ato praticado por Dom João II a nobreza começou a tramar nova conspiração sob os cuidados do Duque de Vizeu, porém o movimento foi descoberto e Dom João II resolveu punir todos os envolvidos. Os que não foram mortos tiveram que fugir, e o Bispo de Évora foi encarcerado e acabou seus dias na prisão, e o rei apunhalou com suas próprias o Duque de Vizeu.  

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Bartolomeu Dias

Durante o seu reinado as expedições marítimas tomaram novos impulsos e a mais importante foi a de Bartolomeu Dias em 1486 que alcançou o extremo sul da África. Como nesse lugar sua frota fora desarvorada por uma terrível tempestade Bartolomeu Dias chamou-o de Cabo das Tormentas, mas o rei Dom João II mudou este nome para Cabo da Boa Esperança, o caminho para as Índias era o pensamento fixo dos governantes portugueses, devido as riquezas da região que já eram exploradas pelos turcos e árabes em suas rotas usual e mantinham o monopólio do comércio com o oriente, e o único engano cometido por Dom João II foi não ter dado atenção as propostas de Cristóvão Colombo. Dom João II tivera somente um filho, falecido muito jovem, de maneira que não deixou descendentes diretos e em conseqüência disso o trono foi ocupado por Dom Manuel irmão do Duque de Vizeu e o novo rei colheu os resultados dos esforços de seus antecessores e durante o seu reinado Portugal alcançou a época de maior esplendor e gloria, possuindo um império muitas vezes maior que a extensão de seus territórios na Europa.

 

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Vasco da Gama
Pedro Álvares Cabral
João da Nova
Cristovão Colombo

Vasco da Gama realizou finalmente a descobertas do caminho para as Índias chegando a Calecute em Maio de 1498, depois de haver contornado a África em dois anos, depois Pedro Álvares Cabral afastando-se do caminho percorrido por Vasco da Gama e sendo apanhado pela corrente equatorial descobre o Brasil, os irmãos Côrte-Real fazem descobertas na América do Norte e João da Nova descobre a Ilha de Santa Helena. Nestes tempo não estava ainda esclarecida que as terras descobertas por Cristóvão Colombo pertenciam a um novo continente, pois muitos pensavam que eram parte integrante da Índia, e como a Santa Sé outorgara a Portugal o domínio das terras e mares da Índia, Dom Manuel recorreu ao Papa para que este impedisse que a Espanha efetuasse expedições dentro da esfera de influencia portuguesa.

O Papa Alexandre VI reuniu em Tordesilhas os representantes de Portugal e da Espanha, e fez que os mesmos concordassem na divisão das esferas de influencias e que a mesma seriam demarcadas por uma linha imaginaria, que iria do pólo norte ao pólo sul passando a uma distancia de trezentos e setenta léguas a oeste das Ilhas de cabo Verde, e nessa ocasião foi assinado o Tratado de Tordesilhas que vigorou por mais de dois séculos, somente modificado em 1750 pelo Tratado de Madri, que tornou possível a forma que tem hoje o Brasil.

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Prosseguia entretanto Portugal na sua gloriosa série de descobrimento, Vasco da Gama comandou uma Segunda expedição que firmou o poder de sua pátria no Mar da Índia, Duarte Pacheco lutou contra o Rei de Calcute onde conseguiu diversas vitórias em violentas batalhas, com as constantes vitórias dos portugueses levaram Dom Manuel a criar um Vice-Reinado a cargo de Francisco de Almeida na Índia, o intento do rei não era o de conquistar o interior da Índia, pelo fato de Portugal ser um país de pequena população e de grandes domínios, e não podendo portanto de dispor de exércitos numerosos em vários lugares ao mesmos tempo, o que Dom Manuel considerava mais importante era obter o monopólio do comércio com o oriente pelo estabelecimento de postos fortificados no litoral das Índias e uma esquadra que impedisse a navegação das embarcações pertencentes aos Sultões do Egito e de Ormuz, devido aos fatos os muçulmanos se sentiram ameaçados em seus comércio com o oriente, armaram uma poderosa esquadra no Mar Vermelho que atacaram Lourenço de Almeida filho do Vice-Rei que após muita luta conseguiu derrota esta esquadra, porém pouco depois após de ter descoberto as Ilhas Maldivas veio a falecer em outro combate, devido aos fatos Francisco de Almeida enfureceu-se ao tomar conhecimento da morte de seu filho, e saiu ao encontro da esquadra que vencera Lourenço de Almeida, derrotando-a completamente e praticando desnecessários atos de crueldade conta os prisioneiros em vingança ao desaparecimento de seu filho, as noticias desses excessos chegaram a corte e Dom Manuel ordenou que Francisco de Almeida se dirigisse a Portugal e em seu regresso o navio em que ia deu as costas da África e o notável guerreiro foi morto pelos indígenas.

Para o seu cargo foi nomeado Afonso de Albuquerque um grande capitão e intrépido guerreiro, já tendo conquistado Ormuz o porto mais importante da Pérsia  e como novo Vice-Rei o seu primeiro pensamento foi criar uma capital para o futuro Estado Português do Oriente.

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E escolheu para esse fim a Cidade de Goa que a tomou de surpresa, alem de bom soldado era também bom político e para remediar a falta de um grande exercito procurou captar amizade dos habitantes da cidade respeitando os seus direitos e crenças, depois de consolidada a posição dos portugueses em Goa dirigiu-se para o Estreito de Malaca onde se fazia o comércio com o China, conquistando todo o arquipélago malaio e depois rumou para o Estreito de Ormuz aonde se saiu vitorioso, Afonso de Albuquerque era conhecido como o Leão do Mar e veio a falecer durante uma viagem entre Ormuz para Goa. Os navegantes portugueses continuavam as conquistas; pois costeando a Indochina chegaram até a China ocupando a Cidade de Macau e no Japão a Cidade de Cipango em 1557, porém os sucessos dos dois primeiros Vice-Rei não se mostraram a altura deles, o império português no oriente teve seus dias contados em virtude da cobiça e injuria dos governantes, em 1521 ocorreu o falecimento de Dom Manuel O Venturoso que marcou o apogeu de Portugal, daí em diante é o declínio, e cinqüenta e nove anos depois em 1580 Portugal perderia até a sua independência. *

*Texto retirado da Internet

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